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CÉLIA ZAIIN - TITO PEREIRA - SILVÉRIO DUQUE E KAL MAX  escrito em segunda 23 novembro 2009 00:14

Tributo a Noel

AGENDA CIDADE DA CULTURA

DIA 26/11 ASA FILHO E CONVIDADOS 19H.

DIA 27/11 TRIBUTO A NOEL ROSA – CÉLIA ZAIIN 21H.

DIA 21/11 ASA FILHO E CONVIDADOS 21 H.

TRIBUTO A NOEL ROSA

COBRAMOS COUVER (4,00 POR PESSOA)

 


TEXTO DE ABERTURA

 
(Rio de Janeiro, 11 de dezembro de 1910 — Rio de Janeiro, 4 de maio de 1937) foi um sambista, cantor, compositor, bandolinista, violonista brasileiro e um dos maiores e mais importantes artistas da música no Brasil. Teve contribuição fundamental na legitimação do samba de morro no "asfalto", ou seja, entre a classe média e o rádio, principal meio de comunicação em sua época - fato de grande importância, não só o samba, mas a história da música popular brasileira. Mesmo tendo morrido com apenas 26 anos, deixou mais de 200 composições, entre elas inúmeros clássicos indiscutíveis como “Palpite Infeliz”, “João Ninguém”, “Não tem tradução”, “Último Desejo”, “Verdade duvidosa”, “Mentir” e “Com Que Roupa?” “Onde estar a honestidade? “Para atender à pedido”, “Três Apitos. VAMOS OUVIR TRÊS APITOS.


Noel nasceu de um parto difícil em que o uso do fórceps pelo médico causou-lhe um afundamento da mandíbula que o marcou por toda a vida. Criado no bairro carioca de Vila Isabel, filho do comerciante Manuel Garcia de Medeiros Rosa e da professora Martha de Medeiros Rosa. Noel era tímido e recatado, tinha vergonha da marca que trazia no rosto, evitava comer em público por causa do defeito e só relaxava bebendo ou compondo. Sem dinheiro, vivia as custas de poucos trocados que recebia de suas composições e do auxílio de sua mãe. Mas tudo que ganhava era gasto com a boemia, com as mulheres e com a bebida. Isso acelerou um processo crônico pulmonar que acabou em tuberculose, uma triste verdade. VAMOS OUVIR “VERDADE DUVIDOSA”

Desde a adolescência mostrou gosto pela música e pela vida boêmia, deixando de lado os estudos e o curso de medicina sonhado pelos pais. Criou fama de bom violonista no bairro e em 1929 foi chamado para integrar o Bando dos Tangarás, ao lado de João de Barro, Almirante, Alvinho e Henrique Brito. Suas primeiras composições foram gravadas por ele mesmo em 1930: “Minha Viola” e “Festa no Céu”. VAMOS OUVIR “JOÃO NINGUÉM”

Desde cedo Noel mostrou grande aptidão para o humor, para o relato do cotidiano urbano, do amor nem sempre idílico, da realidade nua e crua e, dependendo do ponto de vista, muito engraçada. Exemplos de seu bom humor “Com que Roupa?” e muitas outras. Talentoso cronista do cotidiano, com uma seqüência de canções que primam pela veia crítica sua faceta cronista do Rio de Janeiro dos anos 20/30 se revela os sambas “Três Apitos”. VAMOS OUVIR “COM QUE ROUPA”?

Noel vendeu alguns sambas a cantores e teve outros gravados, sendo conhecido no rádio. Mário Reis, Francisco Alves e principalmente Aracy de Almeida foram alguns dos intérpretes mais notórios de seus sambas. Com Mário Reis chegou a excursionar pelo sul do país, atuando como violonista. No ano de 1933, depois de gravar sucessos como “Onde Está a Honestidade”. VAMOS OUVIR “ONDE ESTÁ A HONESTIDADE?”

Nesse mesmo ano de 1934 casou-se com Lindaura, apesar de sua notória paixão pela dançarina de cabaré “Ceci”, para quem compôs suas músicas mais líricas, como “Último Desejo”, “Dama do Cabaré”, “Pra que Mentir” (com Vadico) e “Quantos Beijos” (com Vadico). VAMOS OUVIR “MENTIR”.

O sambista apaixonado passou os anos seguintes travando uma batalha contra a tuberculose. A boemia, porém, nunca deixou de ser um atrativo irresistível para o artista, que entre viagens para cidades mais altas em função do clima mais puro, sempre voltava para o samba, a bebida e o cigarro. Mudou-se para Belo Horizonte, trabalhou na Rádio Mineira mas voltando ao Rio pelo agravamento da doneça, faleceu em sua casa no bairro de Vila Isabel no ano de 1937, aos 26 anos. VAMOS OUVIR “ULTIMO DESEJO”.

Apesar da tuberculose que o atacou desde cedo, obrigando-o a internações em sanatórios, jamais abandonou a boêmia, o samba na rua, a bebida, o cigarro. Depois de sua morte, em 1937, sua obra caiu em um certo esquecimento, sendo redescoberta por volta de 1950, quando Aracy de Almeida lançou com enorme sucesso dois álbuns de 78 rotações com músicas suas. Desde então passou a figurar na galeria dos nomes fundamentais do samba. VAMOS OUVIR “ PARA ATENDER À PEDIDO”

Totalmente nacionalista e defensor da cultural popular das Escolas de Samba principalmente a de Vila Isabel, sua escola preferida, ele faz um alerta ao cinema falado da época, tecnologia dos Estados Unidos, chegando no Brasil. Seu protesto contra os termos inglês e a presença massificante da Música Americana que já estava substituindo o samba pelo Fox-Trote nas gafieiras. Então ele cantou que o samba “não tem tradução”. VAMOS OUVIR “NÃO TEM TRADUÇÃO” .

Noel também foi protagonista de uma curiosa polêmica travada através de canções com seu rival Wilson Batista. Os dois compositores atacaram-se mutuamente em sambas agressivos e bem-humorados, que renderam bons frutos para a música brasileira.

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